
Reduzir as emissões de carbono é uma das questões mais importantes da humanidade neste século. Se queremos um planeta habitável e seguro, precisamos da união de todas as nações para conter o aquecimento global, pois não existem fronteiras quando o assunto é sustentabilidade. O planeta é um organismo vivo e conectado, portanto, o que acontece aqui se reflete no outro hemisfério. Esse delicado equilíbrio ecológico reforça ainda mais a necessidade de unir forças para preservar o meio ambiente para as futuras gerações.
Nesse cenário, o
Nesse cenário, o Brasil se destaca como líder global na vanguarda da produção de energia limpa. Se antes fomos o “país da Amazônia”, quando o assunto é sustentabilidade, hoje também somos o “país da bioenergia”, com etanol, biometano, biodiesel, hidrogênio e as diversas fontes de bioenergia que ajudarão a descarbonizar a matriz energética do planeta. Desde a introdução do etanol anidro na gasolina, em 1931, o país demonstra liderança contínua no setor de etanol e bioenergia.
Economia circular
Em 2023, o etanol anidro misturado à gasolina e o etanol hidratado consumido diretamente pelos veículos flex, que equivalem a mais de 85% da frota, foram responsáveis por quase 45% de toda a demanda energética de combustíveis leves no país. Esses dados fazem parte do estudo inédito Trajetórias tecnológicas mais eficientes para a descarbonização da mobilidade, encomendado pelo MBCB, Acordo de Cooperação Mobilidade de Baixo Carbono para o Brasil.
Desde 2003, a presença do etanol na matriz de combustíveis do Brasil evitou a emissão de mais de 660 milhões de toneladas de CO2, o equivalente ao plantio de quase 5 bilhões de árvores ao longo de 20 anos (Unica).
Em outra frente, a transformação da biomassa em biocombustíveis, alimentos e energia demonstra a eficiência da inovação e a sustentabilidade da economia circular no Brasil. As usinas de cana-de-açúcar, por exemplo, reaproveitam resíduos como bagaço e palha para produzir bioeletricidade, biogás e biometano, otimizando a conversão da energia capturada no campo em formas úteis para a sociedade, especialmente na mobilidade sustentável. O mesmo mecanismo de economia circular para a produção de biocombustíveis e bioenergia pode ser aplicado aos resíduos animais da indústria de proteína, com o aumento do biogás proveniente de aterros sanitários, além de diversas outras fontes de produção de biocombustíveis oriundas do agronegócio.
Mundo atento à COP30
A importância da bioenergia nacional ficará ainda mais evidente no futuro, também no contexto geopolítico. Quem possui energia possui independência, uma questão crucial para a segurança nacional. Nesse cenário, o Brasil, com sua rica biodiversidade e inovação tecnológica, está em uma posição única para liderar essa transformação.
Com décadas de experiência, um setor industrial robusto e inovador e um compromisso firme com a sustentabilidade, o país possui todas as ferramentas necessárias para liderar a revolução da bioenergia. Promover novas tecnologias como o SAF e o biometano é apenas o começo.
O mundo está observando o Brasil, especialmente porque sediaremos, em novembro de 2025, no Pará, a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30). O evento deve atrair mais de 40 mil visitantes durante os principais dias da conferência. Devido à sua importância, o próprio BID, Banco Interamericano de Desenvolvimento, abrirá um escritório de projetos para que o Pará possa acelerar a aplicação de US$300 milhões em obras de descarbonização e infraestrutura, reforçando o programa de transição para zerar as emissões de gases poluentes até 2050 no estado.
Em 2022, o Brasil foi o quinto maior emissor de dióxido de carbono do mundo, com 4% das emissões. Mas nosso país pode ser o primeiro grande emissor de dióxido de carbono a eliminar suas emissões. A bioenergia no Brasil tem como foco principal a redução do desmatamento e a transição energética para fontes renováveis. Estamos prontos para mostrar ao mundo como crescer social e economicamente preservando o meio ambiente. Este é um chamado à ação para que outras nações sigam o exemplo brasileiro e contribuam para um planeta mais verde e seguro para todos.
O post Brasil está preparado para liderar o mercado global de bioenergia apareceu primeiro em Estadão Mobilidade.
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